Buenos Aires, la ciudad de la furia – “Como tudo começou”

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Buenos Aires

Lembro-me como se fosse hoje. Dia 28 de agosto de 2001. Era a primeira vez iria morar longe dos meus pais, ainda mais em outro país, e tudo isso com apenas 18 anos de idade e uma vontade gigantesca de vencer na vida. Foi dessa forma que entrei no avião com destino a Cuba. Cuba? Sim, caro leitor. Você não leu errado e não está na coluna errada. Este que vos escreve, antes de chegar à capital da terra dos Hermanos, morou 3 anos em Cuba. E por que eu conto isso? Você já vai entender.

Voltando à história…

Depois de longos 4 meses estudando espanhol em uma aula quase particular era impossível ter o domínio total do idioma, mas aprendi bastante. Digo quase particular porque minha colega de classe, quando ia, mais atrapalhava que ajudava. Ela conseguia responder em todos os idiomas para o professor, entenda-se português, inglês e até francês, menos em espanhol. Enfim, malas prontas, coração apertado por deixar a família para trás e uma namorada de três anos. Foi assim que embarquei rumo ao desconhecido.

Buenos Aires

Havana | Foto: reprodução

Se forçar um pouco a memória irá se lembrar que dia 11 de setembro de 2001 foi o ataque às Torres Gêmeas, nos EUA, e eu havia acabado de chegar em Cuba. Esse era só o começo de uma história que, quiçá, não tenha fim. Foram 3 anos na terra de Fidel Castro. Dois anos morando em Holguín, um ano de volta ao Brasil e o terceiro ano na ilha morei em outra cidade, em Las Tunas. Tudo isso para falar um pouco dessa última cidade, Las Tunas. Quando me mudei para essa pequena cidade do oriente da ilha de Fidel, em julho de 2004, com apenas 21 anos de idade, jamais poderia imaginar o quanto esse lugar mudaria completamente a minha vida. Estudava medicina, estava no terceiro ano da carreira médica. Se continuasse nessa pegada, aos 24/25 anos estaria formado e de volta à terra brasilis para ser um oftalmologista ou um neurologista. Seria, mas não foi o que aconteceu. Naquela cidade, conheci uma menina muito especial e da qual, até hoje, não posso me esquecer. Foi ela quem me ajudou durante todo o meu terceiro ano na ilha. Ela foi muito mais do que minha namorada. Porém, cego como sou, só pude perceber isso depois. Nossa vida continuava a mil maravilhas, até que um dia cometi um pequeno deslize (não, eu não roubei e muito menos matei alguém) e, para não afetar algumas pessoas ao meu redor, entenda-se minha namorada e sua família, fui obrigado a trilhar um novo caminho. Novamente com a dor no meu peito, deixei um grande amor para trás. Sem saber o que fazer e sem saber para onde ir, conversei com alguns amigos que já tinham me avisado que a Argentina era um lugar bacana para continuar estudando medicina. Por ser mais perto do Brasil e pela situação econômica ser bastante parecida, em 2005, resolvi me aventurar na terra dos Hermanos.

Buenos Aires

Buenos Aires | Foto: reprodução

Foi assim que cheguei a Buenos Aires em agosto de 2005, para fazer minha transferência e, em fevereiro de 2006, para morar definitivamente. O que eu ainda não sabia é que no final de 2010, depois de terminar o 5º ano de Medicina, eu iria chutar o balde e começar uma carreira do zero. Sim. Larguei a faculdade de Ciências Médicas e resolvi me dedicar ao que gosto de fazer. Encontrei na Publicidade o mais próximo da essência do meu ser. Escritor, redator, músico, criativo, e, porque não dizer, comunicador. Hoje, moro em Buenos Aires, há 10 anos, aproximadamente. Amo essa cidade e só existe uma coisa que me faria sair daqui. Mas para saber o que é, terá que acompanhar minha coluna “Buenos Aires, la ciduad de la fúria” aqui no Mundo Plot que, por enquanto, sai quinzenalmente. E aí, tá esperando o quê para deixar seu comentário e me contar qual sua curiosidade sobre a cidade dos hermanos!?

Até lá! Seja onde esse lá for!

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Sobre o autor

Marcinho

“Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”. Me joguei no mundo e faço o melhor que posso para estar tranquilo e ser feliz. “La ciudad de la fúria” será um guia alternativo para que você conheça Buenos Aires e não somente os pontos turísiticos. E aí, está esperando o quê para embarcar nessa viagem?