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Gili island: o paraíso lotou

Pegue uma grande faixa de areia branca e fofa;

De um lado, insira um mar de cor azul, fundo e transparente;

Lá no horizonte salpique vulcões formando um cenário incrível;

E, do outro lado, floreie com uma sensação de pequeno vilarejo parado no tempo;

Daí, chame gente demais para comer o bolo.

Infelizmente, foi o que aconteceu com Gili Trawangan.

Há quatro anos atrás fiz uma roadtrip pela Austrália com mais três amigas, e aproveitamos para ir a Bali e a Gili Trawangan, que na época ainda não tinha sido descoberta por muita gente. Me apaixonei perdidamente. Desde então, falei de Gili em toda oportunidade que tive, recomendando a ida para lá de qualquer jeito. Se você vai a Bali, você tem que ir em Gili Trawangan, era meu mantra.

Até que chegou a minha vez de voltar lá – vocês podem imaginar o quanto eu estava ansiosa para mostrar Gili ao Rapha e às duas amigas que estavam com a gente, além de, claro, para rever esse pequeno pedaço do paraíso.

GILI TRAWANGAN

Gili Trawangan faz parte das ilhotas que são chamadas de Gili Islands, que ficam pertinho de Lombok e de Bali. E há um público para cada uma delas: Trawangan é a opção dos jovens, com vários barzinhos, algumas festinhas e opções de hospedagem baratas. Gili Air é a opção das famílias, com resorts e hotéis mais bem estruturados. Já Gili Meno é a opção dos casais apaixonados, especialmente aqueles em lua de mel.

Apesar de uma amiga que foi recentemente ter me aconselhado muito a ir para Gili Air, eu estava ansiosa demais para rever a Trawangan e não consegui abrir mão do osso. Fui mesmo assim – afinal, não tinha como estar tão ruim.

MAS ESTAVA: CHEGANDO EM GILI TRAWANGAN

De cara, saindo do barco, eu tomei um susto: havia uma imitação do monumento IAMSTERDAM, só que escrito TRAWANGAN; tudo o que antes era simplicidade e terra batida, agora tinha virado concreto e sofisticação; aquela faixa de areia quase vazia estava absolutamente lotada e, para completar, o mar que entrava num degradê de azul infinito estava cheio de barcos atrapalhando o cenário.

Não me entenda mal – não estou sendo puritana nem aquela (que às vezes sou) que quer apenas praias vazias e super reservadas. Mas não dá para não ficar triste quando um lugar que tinha um valor especial no seu coração muda tanto, em tão pouco tempo. Veja por você mesmo:

Gili Trawangan Indonésia
A Gili que eu conheci em 2011 | Foto: Manu Pontual
Gili Trawangan Indonésia
A Gili que encontrei em 2015 | Foto: Manu Pontual

Foram apenas 4 anos, gente. Não é exatamente o fim do mundo, mas é triste.

TUDO BEM, O TRAUMA PASSOU. O QUE FAZER EM GILI ISLAND?

Confesso que demoraram algumas horas, mas eventualmente o trauma passou – tinha que passar – e comecei a me entender melhor com a nova Gili Trawangan. Assim como antigamente, o forte de Gili Trawangan são os passeios de snorkel para as outras ilhas e os cursos de mergulho. Como eu não tinha dinheiro para nenhuma dessas coisas, me concentrei em ficar na praia (abarrotada) curtindo o dia (vira e mexe ao som da cantoria da mesquita que fica ali na beira-mar). Não foi agradabilíssimo, mas deu para curtir bem e dar uns mergulhos – principalmente à tarde, quando quase todos os barcos estão fazendo passeios no mar.

A photo posted by Mundo Plot (@mundoplot) on

Além disso, a comida era algo excepcional, principalmente considerando que estamos na Indonésia: Gili tem para todos os gostos e para todos os bolsos. Comemos muito bem o tempo inteiro: baratinho, pagando um pouco mais, de madrugada, comida local, kebab, comida mexicana, pizza. Era tudo muito gostoso e não faltaram opções para alegrar a molecada.

Por fim, Gili tem vida noturna. Apesar de ser uma ilha pequenina, são diversas opções de bares, baladas e restaurantes legais para ir à noite – e, aqui de novo, a ilha atende a diferentes públicos. A maior parte dos lugares toca música eletrônica, mas encontramos alguns com reggae e música pop. Além dos bares e restaurantes, um dos hotéis da ilha oferece cinema na praia todas as noites da semana e a única exigência é consumir alguma coisa do bar – como, por exemplo, o combo de dois drinks por aproximadamente R$ 20. Moleza, né?

PÔR DO SOL EM GILI TRAWANGAN

A cereja do bolo de Gili Trawangan é, sem dúvida, o incrível pôr do sol que acontece na parte oeste da ilha – dependendo da época do ano, o sol “se põe” exatamente no cume do Mont Batur, o vulcão de Bali. É de impressionar qualquer um!

 

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ENTÃO PERA, É OU NÃO É PARA IR PRA GILI ISLAND?

Depois dessa introdução catastrófica, falei tantos pontos positivos que ficou um pouco confuso, né? E aí, vale a pena ir para Gili Trawangan?

Minha resposta é que depende. No final das contas, na minha opinião, Gili acaba sendo um destino com opções demais para públicos demais – e acaba não atendendo a ninguém direito. No meu caso, que não gosto de música eletrônica (e de praia lotada, rsrs), foi um pouco mais complicado já que essa era a trilha em quase todos os lugares. Já se você gosta ou não se incomoda com isso, provavelmente vai curtir bem mais do que eu. E, claro, depende muito do seu objetivo de viagem – se você quer relaxar e aproveitar a praia, há opções melhores (já viu nosso post sobre as praias de lombok?); já se você quer ir para um lugar que tenha uma praia legal mas principalmente agito e vida noturna, esse é o seu destino!

Manu Pontual
Aquariana de corpo e alma, Manu é apaixonada por viagens. Fundou a Plot junto com o Rapha, e agora vive viajando - seja de verdade, fazendo roteiros para os nossos clientes, ou sonhando com os próximos destinos.

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