Hochzeit – Casamento na Alemanha

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Ser convidada para um casamento é sempre uma honra. Dividir o momento especial com pessoas que temos um carinho todo especial é muito gratificante. Sendo assim, um dos maiores perrengues que os casais passam ao organizar o casamento é definir quem entra e quem sai da lista. Convidar por educação, enviar o convite para aquele amigo que hoje mora tão longe, chamar aquele primo de terceiro grau que você nem lembra o nome. A triagem é fina quanto se trata de casamento. Solução ou não, vivi uma experiência diferente aqui na Alemanha.

Já fui convidada para dois casamentos. O primeiro aconteceu em Abril do ano passado, e fui apenas convidada para a cerimônia religiosa e coquetel com champanhe na frente da igreja. Pois é, aqui a tradição de casamento é diferente. Apesar de também ser dividido em cerimônia religiosa e festa como nós todos conhecemos, a quantidade de convidados para cada ocasião pode variar. Fui convidada para celebrar com os noivos sua união, mas meu convite não se estendia à festividade. Assim, comprei um vestido, fiz minha maquiagem e comprei uma lembrança para o casal (que entreguei ao cumprimenta-los na frente da igreja) e presenciei o momento especial deles. Fiquei, é claro, muito feliz em fazer parte disso, mesmo não celebrando e dançando na festa.

No meu segundo convite, fui então convidada para as duas ocasiões. Até porque, nessa situação, o casamento foi de parentes meus aqui. A cerimônia muito bonita terminou em comes e bebes no salão paralelo. Nesse momento, os presentes que não foram convidados para a festa puderam expressar sua alegria e gratidão por compartilhar com os noivos este momento. Fotos, cumprimentos e brindes marcaram esse período.

Horas seguintes, nos dirigimos como comboio para o local da festa. Pouco a pouco, familiares, parentes e amigos próximos tomaram seus lugares. O jantar foi servido, com atrações entre um prato e outro. A família fez uma performance musical, amigos contaram histórias e fizeram jogos. Algo bem íntimo e personalizado para o casal. Minha tia (brasileira) fez até uma relação com um chá bar, que já nos é conhecido. As brincadeiras nos permitiram conhecer ainda mais o casal, desafiava-os em seus conhecimentos entre si e a desejar a eles toda alegria e amor do mundo! Por fim, a noite encerrou-se com muita dança, cerveja (ou vinhos, como preferir) e risadas. Alguns desconhecidos tornaram-se amigos, e a festa se tornou um ambiente ainda mais familiar.

Não sei se essa ideia de dividir os convidados entre eventos é uma boa ou ruim. Até porque não conseguiria convidar alguém apenas para assistir à cerimônia do meu casamento (aqui, de novo, caímos no paradoxo cultural entre os dois países). No entanto, não deixei de pensar em como esse contexto é particularmente interessante. Aqueles que você convidaria apenas por educação (ou qualquer outro motivo) – e que no final saem da sua lista de convidados após fina triagem, poderiam ser convidados apenas para a celebração religiosa com direito a um coquetel. Será que essa moda pegaria nas nossas terras brasileiras? Realmente não sei.

Enfim, foi assim que passei meu último final de semana, entre parentes celebrando o amor! De um jeito novo, próximo, familiar… e é claro, em alemão! As novas experiências e descobertas culturais não param por ai. Já estou ansiosa para a minha próxima aventura.

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Sobre o autor

Bárbara Bayer

Relações públicas, viajante de carteirinha e locatária de uma kitnet na Alemanha. Joga amadoramente handball e, quando ninguém está olhando, faz dancinhas bizarras, seja para comemorar, para espantar o frio ou só porque lembrou de uma música que adora. Escreve a coluna Alltag, sobre sua vida em Karlsruhe, na Alemanha.