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Lembongan: sabe aquela história de que a segunda vez é ainda melhor?

Em nossa primeira passagem pela Indonésia, em julho, fizemos uma viagem de um dia para a ilha de Lembongan, que fica perto de Bali, em que conhecemos também a sua vizinha, Ceningan, onde fica a Blue Lagoon, um lugar impressionantemente bonito, de onde seria possível pular, se a maré não estivesse baixa.

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Já imaginou se jogar aí? | Foto: Manu Pontual

Aliás, por falar em maré baixo, esse foi o ponto negativo da nossa primeira experiência em Lembongan: era lua cheia e o mar estava seco, daqueles que ao tentar mergulhar você mal consegue se molhar, mas em compensação sai com a tanga lotada de areia pelas tentativas de se manter submerso. Isso sem contar que as paisagens também perdem um pouco do brilho, sem dúvida.

Por isso, e também porque um dia se mostrou ser pouco tempo, apesar da ilha ser relativamente pequena, saímos de lá com a promessa de voltar (destaque especial para a vontade de se jogar do penhasco na Blue Lagoon). Mas, é fato, não imaginávamos que seria tão rápido: apenas três meses se passaram e lá estávamos nós, de novo, dessa vez para uma estadia de quatro dias.

Se você está se perguntando porque decidimos repetir um destino, com tantos outros que poderíamos conhecer, explico: pelo mesmo motivo que dividimos nossa temporada na Indonésia em duas fases e porque mudamos tanto nosso roteiro ao longo do caminho: tudo para aproveitar as oportunidades que temos de encontrar – e, se possível, passar algum tempo – com amigos do Brasil que vêm para o sudeste asiático.

Dessa vez, inclusive tínhamos um motivo ainda mais nobre: a Paula e o Marcel são dois amigos que moram na Austrália já há alguns anos e tão cedo não devem voltar para casa, portanto são daquelas pessoas que se vê pouco, quase nunca. Fomos pegos de surpresa com a ida deles para a Indonésia, mas por sorte as datas coincidiram com o período em que estaríamos no país. Então, não pensamos duas vezes antes de mudar os planos e partir para Lembongan na companhia deles.

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Nossas companhias, Paula e Marcel | Foto: Rapha Rotta

COMO SE FOSSE UM LUGAR DIFERENTE

Se antes de voltar a Lembongan me perguntassem se eu acho que a maré pode influenciar na composição do cenário de uma praia, minha resposta seria positiva, principalmente depois desses meses aqui na Ásia, onde o fluxo de água é bastante volúvel. Mas, sério, eu não tinha ideia de como isso transformar um lugar em outro completamente diferente. Melhor do que eu ficar aqui tentando explicar, vamos a um “antes e depois”.

Essa é Lembongan com a maré baixa, na nossa primeira visita à ilha:

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Olha que seco | Foto: Manu Pontual

E essa aqui é Lembongan com a maré normal, na segunda vez:

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Olha que molhado | Foto: Rapha Rotta

Bem diferente, né?

Confesso que, quando chegamos, o choque foi tão grande que pensamos: “essa maré tá alta pra cacete”. Mas aí, com o passar dos dias e principalmente acompanhando a rotina do Marcel, que surfa e fica acompanhando o movimento marítimo por um aplicativo, entendemos que não. Aquilo era a condição normal, portanto o cenário default da praia em Lembongan. Loucura, essa tal de natureza.

O hotel onde ficamos hospedados era de frente para o mar, com uma piscina categoria “nada mal” à disposição e um restaurante do tipo “bom e barato”. Juntando tudo isso, com a imensidão azul que nos proporcionava mergulhos ilimitados e um cenário daqueles que é impossível cansar de olhar, praticamente não nos saímos dali. Ficamos curtindo os amigos e a vida boa, durante os quatro dias em Lembongan.

E quando eu digo que “praticamente não saímos dali”, ao invés de “não botamos o pé para fora do hotel”, é porque um dia saímos para um passeio de barco e snorkel, que foi sensacional, para dizer o mínimo.

DE BARCO POR LEMBONGAN

O passeio era do tipo padrão que existe aqui nas praias do sudeste asiático: algumas horas de barco com algumas paradas para snorkel e muitos cenários inacreditáveis.

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Embarcados :) | Foto: Rapha Rotta

A primeira parada foi em um recife bem bonito, com uma quantidade impressionante de peixes multicoloridos, nadando em meio a corais também cheios de cores e formatos diferentes. Foi lindo, como sempre é, mas – se é que é justo da minha parte dizer isso – sem grandes novidades em relação a outros lugares onde já estivémos.

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O primeiro recife | Foto: Rapha Rotta

Em compensação, os pontos seguintes, esses sim, foram totalmente surpreendentes e só comprovaram nossas teorias de que não importa o quanto você já fez de snorkel: vá em todas as oportunidades que tiver, pois sempre haverá cenários diferentes, espécies marinhas diferentes, experiências diferentes que valem a pena!

Por exemplo, nunca tínhamos visto peixes tão gigantes quanto esses da segunda parada…

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Eu nunca tinha visto tão grande | Foto: Manu Pontual

…e também não tínhamos, ainda, tido a oportunidade de fazer snorkel em um lugar com uma corrente de água forte, que vai nos levando de um ponto a outro, com um cenário incrível passando pelo caminho, como no terceiro lugar onde paramos – ou melhor, fomos jogados pelo barqueiro, que foi nos esperar do outro lado.

E por último, indo embora com a maré | Foto: Manu Pontual
E por último, indo embora com a maré | Foto: Manu Pontual

E O CLIFF JUMPING EM CENINGAN?

Essa era a minha principal expectativa com relação à volta para Lembongan: conseguir visitar a sua vizinha, Ceningan, e me jogar do alto de um penhasco rumo ao mar. Mas, infelizmente, não conseguimos, de novo, pois – como comentei – a maré não estava alta, mas normal, portanto ainda em condições ruins para o salto. Ficamos acompanhando, perguntando aos locais e esperando uma oportunidade, que não veio. Então, fica para uma próxima, em que, quem sabe, vamos conhecer uma terceira versão da ilha.

Rapha Rotta
Sócio-fundador da Plot, namorado da Manu, libriano indeciso e a cada dia mais asfaltofóbico. É apaixonado pelo mundo desde que consegue se lembrar e não consegue se sentir tranquilo sem saber quando será a próxima viagem.

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