Lisboa é muito giro!

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Por Camila Paulos

Desde que me entendo por gente, ouço falar de Portugal: os domingos na casa do meu avô, ao som do fado, eram cheios de histórias do tempo em que ele e a minha avó viviam lá. Acho que por isso eu sempre soube que era só uma questão de tempo para que eu fosse ver com os meus próprios olhos tudo que a terrinha tem.

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Rua de casa: festa de segunda a segunda | Foto: Camila Paulos

Dia foi 11 de setembro de 2015, acompanhada de dois amigos, entramos num avião e no dia seguinte pousamos em Lisboa. Quando chegamos no apartamento alugado pelo Airbnb tivemos a primeira ótima surpresa: o espaço era incrível e o bairro (Bairro Alto/Chiado) perfeito para o nosso perfil (cheio de bares, de restaurante, de gente… de vida).

Um banho rápido e partimos para Belém: eu não podia esperar mais para comer o pastelzinho de lá que, sim, é tudo isso que dizem. Foi lá também que descobri um dos museus mais legais da viagem (a gente passou pela Espanha também!), o Museu Coleção Berardo. No fim desse dia, a gente decidiu não queimar largada e fomos dormir, afinal, tínhamos quatro dias pela frente ainda.

Os dias seguiram lindos, ora com sol, ora com vento, ora com chuva, passamos por tudo que estava previsto no roteiro, como o Castelo de São Jorge, o bairro de Alfama, a livraria mais antiga do mundo (Bertrand). E uma coisa muito legal que senti lá é que, tão legal quanto chegar ao destino, é o trajeto: as bandeiras de Portugal nas janelas, as roupas penduradas pra fora dos apartamentos baixos, as cores, as pessoas e os azulejos. Como os caminhos em Lisboa são lindos.

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Não precisa ser Copa do Mundo pra ter bandeira na janela | Foto: Camila Paulos

Nossa noite mais animada por lá foi em uma segunda-feira: o esquenta começou em casa com um vinho de um euro, partimos para o fado vadio na Tasca do Chico, onde um sul-africano nos pagou uma tequila (!), e depois conhecemos uma turma ótima de Porto que estava por lá. Aí aquelas ruas de Lisboa ficaram pequenas pra gente. Como eles dizem: foi muito giro. A última parada antes de voltar pra casa foi na famosa rua rosa, no Cais de Sodré, único lugar com cerveja disponível após às 3h.

Outro capítulo a parte de Lisboa é a comida: não que eu conheça muitos lugares do mundo, mas dos que já passei, lá é onde comi e bebi melhor. “Pasteizinhos” de bacalhau (inclusive uma versão com queijo da Serra da Estrela de recheio), açorde de camarão, polvo a lagareiro, vieiras, bacalhau de todo tipo, vinhos, ginjinha… Dá água na boca de lembrar.

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Eu, depois de muita chuva e de quase cair muitas vezes, no Castelo de São Jorge | Foto: arquivo pessoal

A gente reservou um dia para um bate-volta em Sintra, que fica a uma hora de trem da capital. Decidimos conhecer a Quinta da Regaleira, por causa, principalmente, do poço iniciático. O lugar é cheio de história e todo místico. E olha que coisa linda aconteceu: estava tirando umas fotos quando duas pessoas apareceram no meu campo de visão e o cara ajoelhou pedindo a mulher em casamento! :) Fiz questão de ir me apresentar e, de volta a São Paulo, mandei a foto pra eles.

As coisas de lá vêm à cabeça e dá um apertinho no coração de felicidade e de saudade ao lembrar do quanto foi bom… Da alegria de ver na minha frente o Tejo que tanto li nos livros de Fernando Pessoa. Sabe quando a gente se sente muito muito feliz em um lugar? Agora tenho uma nova certeza, a de que, de novo, é só uma questão de tempo para eu ir a Portugal.

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