Então é natal. Ou quase lá

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É novembro e o Natal já bafeja nossos cangotes.

O seu vapor úmido chega em músicas, latinhas de Coca-Cola e infalíveis (ou infláveis) decorações natalinas por toda parte. Mas calma. Esse não é um daqueles textos caga-raiva sobre a chegada cada vez mais cedo das celebrações de aniversário do JC.

A ausência de alegria com a chegada do Natal só entrega nossa idade. A interna.

De qualquer forma, por enquanto minha querida Turim tem fugido das batidas luzinhas e árvores gigantes que param o trânsito.

Natal em Turim

Constelações pela Via Roma, uma das mais famosas avenidas da cidade. | Foto: Fábio Lattes

Pelo menos para esse ano, a cidade organizou um festival de luzes, que essa matéria do Jornal Nacional conta bem. Vale o clique!

Em tempo: a tentativa de tirar uma foto amadora se mostrou equivalente a de tirar uma da lua cheia: simplesmente não captura o charme.

Natal em Turim

Minha humilde tentativa de tirar uma boa foto da minha instalação favorita. Prometo andar mais com a câmera no pescoço. =) | Foto: Fábio Lattes

Mas o mais interessante é como Natal combina com Turim. Talvez seja a imagem de Natal frio e coberto de neve que “Esqueceram de Mim” desenhou no meu cérebro, mas sem dúvida o frio tem uma clara função de queijo branco nessa goiabada chamada Natal.

E tem um detalhe: a neve ainda nem caiu por aqui. O que aparece toda noite é neblina, que confere um charme misterioso a cada instalação de luz.

Mas não podemos ser injustos: o próprio charme de Turim também ajuda. Seus prédios antigos e ruas de paralelepípedos milenares vestem o Natal como um gorro vermelho adornado com pompom branco.

Natal em Turim

Outono no Parco Valentino. Inverno, a bola está na sua quadra. | Foto: Fábio Lattes

Nesse quase um ano vivendo por aqui, outono por enquanto é o vencedor da estação do ano que mais cai bem nesse canto da Velha Bota. Por toda parte, as árvores lentamente se despem, cobrindo as calçadas e parques de folhas alaranjadas.

E o horizonte ganha um cinza diferente. Longe do cinza sem graça que me habituei a esperar que passe. Um cinza que serve como tela para belos detalhes. Como luzinhas de Natal agradavelmente colocadas um pouco antes da hora.

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Sobre o autor

Fábio Lattes

Um franco-campineiro se aventurando nesse mundão em cima de um teclado. Autor da coluna Ciao!, onde conta sobre suas experiências em Turim, na Itália.