Oi, como foi que eu vim parar na Alemanha?

0
Passaporte na mão, Alemanha ai vou eu! | Foto: Bárbara Bayer (arquivo pessoal)

Passaporte na mão, Alemanha ai vou eu! | Foto: Bárbara Bayer (arquivo pessoal)

Para estrear essa coluna nada mais lógico que eu comece pela minha apresentação, e depois responder a pergunta que dá título a esse post: “Como foi que eu vim parar na Alemanha?” Meu nome é Barbara Bayer, sou a quarta filha de um clã de cinco. De origem miscigenada, japonesa e alemã, nasci em São Paulo e desde então tenho praticado o samba no pé. Sou curiosa, adoro conversar e sempre que dá encontro os amigos para uma cerveja. Formada em Relações Públicas, e pós graduada em Gestão de Negócios Internacionais, tenho experiência profissional em comunicação organizacional, marketing e desenvolvimento de negócios. Já estagiei muito nessa vida, mas nunca deixei de ser uma eterna aprendiz. E como meu caminho é cheio de lições, tombos e novos desafios, aqui começo a minha resposta…

Depois de um tempo de formada, aceitei o desafio em uma empresa multinacional de começar a desenvolver as atividades de comunicação externa e marketing. Não estava sozinha nessa atividade, mas confesso que muitas vezes me faltava direcionamento de gestão, para tornar o meu trabalho ainda mais estratégico e alinhado com o modelo de negócio desenvolvido. Foi nesse ponto que comecei a buscar cursos de pós-graduação. Bem, e diretamente, influenciada por uma amiga de trabalho (que já estava em um processo de pós-graduação na Holanda) encontrei alguns cursos de Master na Alemanha. Por ter estudado alemão por 9 anos na escola, achei que seria uma boa ideia tentar – além é claro de ter a possibilidade de fazer um curso de graduação em outro país, o que agregaria muito para o meu currículo.

A partir daí foi dada a largada para a aventura da minha vida. Mesmo com um salário apertado, comecei um investimento gigantesco que afetou completamente o meu balanço financeiro. Dei início as aulas particulares de alemão, depois descobri que ainda precisava fazer o exame de TOEFL, tradução juramentada ou não de muitos documentos, e pagamento de taxas de inscrições. Enfim, meu salário se esvaia antes mesmo de acabar o mês. Mas me mantive esperançosa, fazia o que podia para aprender, tanto o idioma quanto o sistema burocrático de cursar uma faculdade no exterior e de bolsas de estudos.

Alguns meses depois, um bom vermelho no extrato, recebi um e-mail com o convite para uma entrevista por Skype. Nesse momento, pulei da cadeira. Claro que a notícia não foi publicada e muito mesmo compartilhada – confesso, que a única pessoa que sabia era a minha irmã. Era dia 30 de Agosto de 2012, ainda bem cedo (devido ao fuso horário) quando fiz a entrevista em alemão. Tentei como pude me fazer entender. Misturei alemão com inglês e até com um pouco de português eu acho. Ao final da entrevista já tinha a confirmação de que recebia uma vaga. A alegria tomou conta de mim. Nesse mesmo dia, ao chegar ao trabalho, tomei a segunda decisão que mudava minha vida completamente: pedi demissão. No dia 20 de Setembro, então, desembarquei em Frankfurt-Alemanha.

Esse foi o começo de uma etapa, na qual histórias e viagens não faltam. Espero compartilhar com vocês algumas. Mas se você tem algum comentário, pergunta, curiosidade para detalhes do que foi contado aqui ou quer alguma dica, é só entrar em contato. Vou adorar responder… e quem sabe te encontrar por aqui!

O que achou? Conta aqui pra gente :)

Compartilhe:

Sobre o autor

Bárbara Bayer

Relações públicas, viajante de carteirinha e locatária de uma kitnet na Alemanha. Joga amadoramente handball e, quando ninguém está olhando, faz dancinhas bizarras, seja para comemorar, para espantar o frio ou só porque lembrou de uma música que adora. Escreve a coluna Alltag, sobre sua vida em Karlsruhe, na Alemanha.