Paseo de la Historieta – Parte II

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Na nossa caminhada pelo “Passeio das Histórias em Quadrinhos” anterior, conhecemos a Mafalda, a Susanita e o Manolito. Passamos pelo Isidoro Cañones e também pelo Larguirucho e Súper Hijitus. Também conhecemos o Matías, Don Fulgencio e Clemente. Agora, apesar da espera, vamos continuar nosso passeio. Preparado? ¡Venite!” .
Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Paseo de la Historieta | Foto: Marcinho

Continuando o Paseo de la Historieta, pelo bairro de San Telmo, seguimos a rota na direção de Puerto Madero, encontramos as Chicas Divito. No cruzamento da avenida Belgrano e Rua Balcarce estão as mulheres mais lindas, com suas curvas sexys e exuberante sensualidade. Representam a mulher argentina da década de 1950. Criadas por Guillermo Divito, em 1944, elas fizeram muitos portenhos sonharem com elas e causou muita inveja nas mulheres.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Chicas Divito | Foto: Marcinho

Depois de virar na avenida Belgrano e atravessar o Paseo Colón, iremos encontrar o Patorozú. É um cacique puro, simples, generoso, valente e justiceiro. A nobreza e a integridade também formam parte do seu ser. Criado por Dante Quinterno – o mesmo que criou Isidoro Cañones -, em 1936, teve sua primeira aparição foi em 1928, ou seja, 8 anos antes de sua verdadeira criação. Na época, apareceu no jornal “Crítica” e era conhecido como Curuga-Curiguaguiga, ainda bem que mudou, não? Como não podia deixar de ser, ele é amante da natureza e protetor do meio ambiente.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Patorozú | Foto: Marcinho

Mais adiante é possível encontrar a forma infantil de Patorozú e Isidoro Cañones, ou, como são conhecidos, Patoruzito e Isidorito.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Patoruzito e Isidorito | Foto: Marcinho

Continuando nossa caminhada, nos encontramos com Gaturro. Talvez, já o conheça. Talvez não. Dá uma olhadinha antes…

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Gaturro | Foto: Marcinho

Um verdadeiro anti-herói, o gato é um observador, sonhador, romântico e curioso, muito curioso. Mostra o animalzinho mais criado pela família de classe média argentina, um gato. Criado em 1993, por Nik, o conceito continua bastante atual, em se tratando de animais em Buenos Aires. Por ser um animalzinho, acaba sendo mais consumido pelo público infantil e pelas mulheres. Apesar de ser a criatividade em ser vivo, sua personalidade varia de acordo com a pessoa que está. É uma espécie de espelho, reflete o que vê.

Mamma mia! Encontramos o italiano Don Nicola chegando a Puerto Madero. Mesmo estando nessa região, seu entorno se encontra no bairro do Boca. Ele é um simpático homem que é dono de um edifício que procura sempre satisfazer as necessidades, muitas vezes fora do comum, de todo o pessoal que mora em seu prédio. Criado em 1937, por Héctor Torino. 

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Don Nicola | Foto: Marcinho

O Loco Chávez, criado em 1975 por C. Trillo e H. Altuna, é jornalista e, apesar de saudosista, está por dentro de tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, não perde nada. Adora tomar seu cafezinho e não perde a oportunidade de conhecer um “rabo-de-saia”.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Loco Chávez | Foto: Marcinho

Caminhando já pelo bairro de Puerto Madero, encontramos, sentada muito comodamente em sua cadeirinha, Tia Vicenta. Uma senhora que está acima do peso, mas sempre muito bem arrumada. Sabe de tudo e emite suas opiniões sobre qualquer assunto com muita autoridade, ainda que suas explicações sejam incoerentes e fora de lugar.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Tia Vicenta | Foto: Marcinho

Aparentemente fugindo em uma moto, estão Negrazón e Chaveta. Eles vieram de Córdoba, interior da Argentina, em sua moto “puma”. Sua forma de falar é característica do seu local, mesmo assim, conseguiram invadir o coração portenho e ganhar esse espacinho, apesar dos diálogos delirantes e reflexões doidonas. Foram criados em 1971, por Cognigni.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Negrazón e Chaveta | Foto: Marcinho

Para ir terminando o passeio de hoje, já podemos ver Diógenes e Linyera. O morador de rua (Linyera) vive, juntamente com seu cãozinho Diógenes, nas praças da cidade. Criados para a contracapa do jornal argentino Clarín, eles apareceram pela primeira vez em 1977 e, desde então, nunca mais saíram dali. Desenhado por Tabaré e roteirizado por Carlos Abrevaya e Jorge Guinzburg. Quando Carlos veio a falecer, em 1993, Jorge decidiu deixar a tirinha. Entre 1993 e 2007, quando Jorge voltou, o desenho foi roteirizado por Héctor García Blanco. Quando, em 2008, Jorge faleceu, Tabaré resolveu se encarregar de toda a criação.

Paseo de la Historieta, em Buenos Aires

Diógenes e Linyera | Foto: Marcinho

Nosso passeio já vai chegando ao final. Para a parte III deste lindo passeio, iremos finalmente chegar ao Museu do Humor. É esperar para ver.

Enquanto isso, até lá. Seja onde esse lá for!

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Sobre o autor

Marcinho

“Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”. Me joguei no mundo e faço o melhor que posso para estar tranquilo e ser feliz. “La ciudad de la fúria” será um guia alternativo para que você conheça Buenos Aires e não somente os pontos turísiticos. E aí, está esperando o quê para embarcar nessa viagem?