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Vai para a Indonésia? Você precisa conhecer as praias de Lombok!

É curioso como tem alguns lugares para onde os turistas simplesmente não vão. Ou, pelo menos, não em massa, como acontece com outros. Mais curioso ainda é que, muitas vezes, esses destinos deixados de lado guardam experiências que realmente valem a pena – em alguns casos até mais do que nos locais famosos/badalados. Foi exatamente o que constatamos, logo que começamos a percorrer as praias de Lombok, no nosso primeiro dia de roadtrip pela ilha.

ONDE FICA, COMO CHEGA, O QUE É ESSA TAL DE LOMBOK?

Lombok é uma ilha vizinha da grande estrela do turismo indonésio, Bali. Entre elas ficam as ilhas Gili, que têm ganhado bastante destaque nos últimos anos, e do outro lado, no sentido leste, está Komodo, que recentemente foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo e se transformou em um daqueles destinos que todo mundo quer ir.

Para chegar, é fácil. Tem barco, saindo de Bali ou de Gili, todos os dias, o dia todo. Até de Komodo dá pra ir pelo mar, mas aí é preciso ter tempo, dinheiro e gostar de navegar, porque a viagem – que na verdade é um pacote turístico – leva dias, com paradas pelo caminho para visitar ilhotas desertas e conhecer vilarejos remotos. Mas, além disso, também dá pra chegar de avião. Não chega a ser uma novidade, em se tratando de Indonésia, que tenha um aeroporto na ilha, mas talvez você se surpreenda ao saber que é internacional, com voos frequentes para diversos pontos do sudeste asiático.

Ou seja, Lombok está em pleno agito, pertinho de vários destinos badalados. E, pra completar, é fácil chegar. Portanto, o lógico seria atrair um monte de turistas, certo? Bom, eu também acho, mas não é bem o que acontece na prática. Em comparação com Bali e com Gili, pouca gente vai para lá e, quem vai, no geral tem como objetivo fazer a trilha para o vulcão Rinjani, segundo maior da Indonésia, ou então para surfar.

Nós não fizemos a trilha (e ficamos tristes por isso, mas era inviável de tão caro). E nós não somos surfistas. Mas, mesmo assim, nós saímos de lá apaixonados pelas praias de Lombok. Mais do que ficamos pelas de Bali. Muito mais do que ficamos pelas de Gili (spoiler para um próximo texto).

AS PRAIAS DE LOMBOK

Nos dias que passamos na ilha, estávamos acompanhados da Guta e da Nati, duas amigas do Brasil, que você encontrarão em algumas das fotos a seguir, que acreditaram, assim como nós, no potencial de Lombok (e, principalmente, das praias de Lombok, que ficaram com três dos cinco dias que tínhamos). Estávamos hospedados em Kuta, que fica no sul, alugamos um carro, marcamos um monte de coisas no mapa, a maioria delas na costa, e partimos para explorar.

Are Guling Beach

Nossa primeira parada já foi, digamos, de cair o queixo. Uma praia linda, extensa, com formações rochosas bem diferentes nas duas pontas e, a melhor parte, praticamente ninguém. No tempo que passamos ali, vimos apenas algumas crianças locais brincando como vieram ao mundo, virando croquete ao rolar na areia depois de sair do mar, daquele jeito que só mesmo crianças sabem fazer.

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Sessão naturismo em Lombok | Foto: Rapha Rotta

Eu e a Manu fomos até uma das pontas, para ver se as pedras davam em algum lugar e tivemos uma bela surpresa: não só dava em uma outra prainha, essa bem pequena, com apenas um casebre e uma vaca, como a vista da ponta era sensacional, com diversas minifaixas de areia distribuídas pelo horizonte. Começamos bem.

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Da ponta das pedras, uma bela vista (clica pra ver maior) | Foto: Rapha Rotta

Mawun Beach

Se existe o fenômeno dos destinos que, apesar de lindos, não são visitados, também existe outro, igualmente curioso e que presenciamos com frequência: a tendência dos turistas de se amontoarem no mesmo lugar, mesmo quando há uma lista grande de opções. Dentre as praias de Lombok, esse lugar é a Mawun Beach – que, você vai ver pelas fotos, é tão bonita que a aglomeração chega até a fazer um pouco de sentido. Eu seria injusto ao dizer que a praia estava lotada, mas tinha bem mais gente do que outras, todos sentados bem juntinhos, embaixo da única grande sombra projetada por uma árvore gigante que tem na entrada.

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A baía onde fica Mawun Beach | Foto: Rapha Rotta

O visual é impressionante. Azul do tom mais brilhante no mar, areia clarinha e um formato muito bem definido de baía, que deixa as águas mais tranquilas, a praia sem pedras, ótima para nadar. Seria perfeita não fossem todos os vendedores te perguntando milhares de vezes se você quer ananás (abacaxi) ou uma Bintang (cerveja local) ou um milho ou uma massagem ou uma canga ou uma melancia ou qualquer outra coisa que eles tenham a ideia de vender. Mas esses lugares cheios de turistas são assim mesmo, então o lance é ter bom humor para relevar e agradecer quantas vezes forem necessárias.

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Não dá pra ver, mas tinha uma aglomeração de gente, juro | Foto: Manu Pontual

Tampa Beach

Chegamos a essa praia meio sem querer. Estávamos procurando outra, mas em momento de loucura do GPS e ausência de placas na estrada, fomos parar aí. Para chegar cruzamos estradinhas bem estreitas, pagamos 10.000 rúpias (cerca de R$ 2,50) para uma menina de uns 8 anos que controlava uma cancela no meio do nada com um facão na mão e ainda cruzamos a pé um vilarejo bem simples. Valeu a pena, por mais um cenário incrível.

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Olha as pedras lá no fundo | Foto: Guta Novaes

Na Tampa Beach, porém, só rola contemplação, porque a natação é bastante dificultada pela quantidade de pedras – que são parte da composição visual tão bonita, então tudo bem. No horizonte, aliás, dá para enxergar algumas formações enormes, que saem do meio do mar e dariam fácil para locação de filme de aventura, principalmente quando as ondas quebram e a água espirra lá para as alturas.

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Que tal sentar aí pra apreciar a vista? | Foto: arquivo pessoal

Selong Belanak

Nossa última parada do primeiro dia foi com um objetivo claro: assistir ao pôr-do-sol. E, para isso, a Selong Belanak era a melhor opção, pois oferece uma vista de frente para o espetáculo – que foi, de fato, lindo, cheio de cores e com um toque especial das montanhas contrastando com a luz.

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Olha aí que beleza | Foto: Manu Pontual

A praia em si não é tão bonita, principalmente depois de passar pelas três primeiras, e cheia de gente nos quiosques instalados por ali. O mar não é tão azul, pois a maré é bastante agitada – o que, claro, atrai um monte de surfistas. Um ponto positivo é que não tem pedras, então dá pra entrar e se concentrar apenas nas ondas que podem quebrar no seu nariz a qualquer momento. Um ponto (muito) negativo é a sujeira de barcos.

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E a praia, que feia também não dá pra dizer que é, né? | Foto: Manu Pontual

Tanjung Aan Beach

No segundo dia de roadtrip, a programação também contemplava algumas praias. Mas aí chegamos ao paraíso, chamado Tanjung Aan Beach, e não conseguimos ir embora. Antes de qualquer explicação, melhor você dar uma olhada:

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Nada a declarar | Foto: Rapha Rotta

Além de um cenário desses, o que mais poderíamos precisar para passar um dia inteiro – literalmente, pois chegamos 10h e saímos depois do pôr-do-sol – na praia?

Sol – Estava a pino.

Um lugar para nos refrescarmos – Essa imensidão azul era deliciosa, funda e sem pedras em vários pontos.

Uma sombra para não termos insolação e/ou alucinação – Cadeiras e guarda-sóis, gratuitos, estavam ali, esperando por nós.

Comida – Tinha um restaurante bem ali, bom e barato.

Paz e tranquilidade – A praia toda nunca ultrapassou o máximo de 10 pessoas, sendo que éramos em quatro.

Ou seja, não tem do que reclamar, né?

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Não, não tem mesmo do que reclamar | Foto: Manu Pontual

Depois de um bom tempo de papo pro ar, eu e a Manu resolvemos subir na pedra que divide essa praia e a próxima e nossa recompensa foram ainda mais vistas sensacionais. Na sequência, decidimos explorar também as pedras e foi legal ficar observando as ondas quebrando e espirrando água para todos os lados, mas nossa diversão foi interrompida por uma cobra que apareceu para confiscar o território.

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Muda o ângulo, mas não muda a beleza da vista | Foto: Rapha Rotta

Pra fechar o dia, o pôr-do-sol, que não esperávamos muito, pois há um monte de montanhas no caminho, foi bem bonito e colorido.

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A gente assistiu ali do alto da pedra grande (clica pra ver maior) | Foto: Rapha Rotta

Das praias de Lombok, sem dúvida, essa foi a que mais gostamos – e, confesso, ficamos ainda mais sem entender o porquê da aglomeração na Mawun, com uma oferta bem melhor praticamente à mesma distância. Bom pra gente, que tivemos a praia quase que só para nós, o dia todo.

Pink Beach

No terceiro – e último – dia de roadtrip pelas praias de Lombok, nosso destino foi a Pink Beach, que é bem famosa porque a areia teoricamente é rosa. Mas é teoricamente mesmo, viu? Porque você chega lá, até vê umas pedrinhas mais avermelhadas ao longo da costa, mas daí a dizer que a areia toda é rosa… nas fotos fica um pouco mais, mesmo, e de óculos escuros, principalmente aqueles que têm uma lente meio sépia. Mas a olhos nus, realmente, não é.

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Conseguem ver o leve rosado da areia? | Foto: Manu Pontual

Confesso que foi frustrante chegar e perceber isso, pois dirigimos por umas boas duas horas, por estradas horríveis, para chegar até lá. Mas, em menos de cinco minutos, apareceu a oportunidade que faria a viagem valer a pena: um passeio de barco pela região, com parada em alguns pontos de snorkel e em uma praia deserta. Foi sensacional.

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Felizes e olha que nem sabíamos tudo o que íamos encontrar no caminho | Foto: Manu Pontual

Na primeira parada, muitos peixes, muitos corais multicoloridos:

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Um pedacinho da nossa vista submarina | Foto: Rapha Rotta

Na segunda parada, estrelas-domar gigantescas e em uma quantidade impressionante:

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Quantas estrelas-do-mar você vê ai? | Foto: Manu Pontual

E, na terceira e última, veja você mesmo a Secret Beach, onde fomos parar:

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Secret Beach, mas bem que poderia chamar Paradise Beach | Foto: Manu Pontual

Assim, fechamos a parte da nossa roadtrip dedicada às praias de Lombok. Nos outros dois dias que tivemos na ilha, fomos explorar o norte, perto do vulcão Rinjani, uma experiência também muito legal, mesmo para quem não pode ou não quer fazer a trilha até o cume – em breve a gente conta aqui como foi.

Então, quando for planejar sua viagem para a Indonésia, lembre-se: abra a cabeça. Bali é, de fato, imperdível, mas não é a única coisa legal para fazer. Lombok é apenas um exemplo dentre tantos outros que infelizmente não conseguimos conhecer, como Sumatra e Sulawesi, mas que um dia ainda vamos.

E você? Já foi para Lombok ou algum outro desses lugares menos turísticos? Conta aqui embaixo sua experiência ;)

OLHA SÓ ALGUNS POSTS DAS PRAIAS DE LOMBOK QUE ROLARAM NO NOSSO INSTAGRAM (@MUNDOPLOT). SEGUE A GENTE LÁ PRA ACOMPANHAR A NOSSA EXPEDIÇÃO ;)

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Rapha Rotta
Sócio-fundador da Plot, namorado da Manu, libriano indeciso e a cada dia mais asfaltofóbico. É apaixonado pelo mundo desde que consegue se lembrar e não consegue se sentir tranquilo sem saber quando será a próxima viagem.

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