Role de trem nas horas vagas pela Espanha

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No inicio de 2010, depois de morar 6 meses em Londres, resolvi fechar com chave de ouro esse tempo longe de casa e fui passar 40 dias em Barcelona. Estudava espanhol, de segunda a sexta, 3h por dia, e morava com algumas amigas brasileiras que já estavam por lá. Como meu tempo era “curto”, todo dia eu turistava por Barça na parte da tarde e, nos finais de semana, explorava um pouquinho da Espanha, do jeito mais libertador que há: sozinha! E de trem!

O desafio parecia grande: escolher que lugares visitar, onde se hospedar, onde comer… Para começar a me planejar, comprei um ticket da Rail Europe, que me permitia fazer 8 viagens de trem pelo país, no intervalo de 1 mês – tudo o que eu precisava.

MEUS ROTEIROS

No primeiro fim de semana, fui para Madri e Toledo. Já no segundo, fui visitar uma amiga que morava em Pamplona e o caminho foi uma grande aventura, pois não me programei com antecedência e, quando cheguei na estação, o trem que ia direto estava lotado. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, mas como eu não tinha tempo para desistir, apelei para um roteiro maluco com 3 conexões, já que com o ticket me permitia pegar vários trens no mesmo dia – esperei horas em cada estação, finalmente cheguei e aproveitei um fim de semana incrível.

Na terceira viagem, fui bem ousada: peguei um trem rumo a Sevilha, passei 2 dias por lá e até ai tudo normal. Porém, na madrugada de sábado para domingo, peguei um ônibus até Lisboa ,e na madrugada seguinte, voltei para Barcelona. Era minha única chance de conhecer a cidade e, apesar do perrengue, valeu muito a pena! No meu último fim de semana em Barcelona, eu recebi uma amiga que morava em Londres, então não viajei. Mas, como queria aproveitar até o último segundo, perdi minha aula de espanhol na quinta-feira e fui passar o dia em Valência – e fiquei encantada pela Cidade das Artes e da Ciência.

SE EU RECOMENDO?

Acho que por ter feito várias viagens picadinhas, acabei não fazendo amigos por onde passei – no máximo trocava uma ideia na área comum dos hostels em que me hospedei, já que não tinha muito tempo, então estava bem focada em conhecer os lugares. Mesmo assim, posso dizer que foi uma experiência incrível, daquelas em que você se prova que é autossuficiente e que, para fazer as coisas que você tem vontade, só depende de você. Então vá e faça, minha amiga!

Renata Freire

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