Um rápido passeio pela feirinha da Recoleta

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Um dos lugares mais buscados pelos turistas que visitam “La Ciudad de la Furia”, a Recoleta recebeu esse nome pela enorme quantidade de monges recoletos que habitavam essa zona. Mas somente em 1871 é que o bairro começou a ser povoado. Devido a uma epidemia de febre amarela no bairro de San Telmo, no final do século XIX, as famílias aristocráticas se mudaram da região Sul da cidade para a região norte. Desde então, a Recoleta é um bairro muito chique e de muito glamour da cidade porteña.

Ao redor da Feirinha da Recoleta existem vários pontos turísticos. Vejamos alguns deles.

A Igreja Nossa Senhora do Pilar, na foto principal do post, está conservada tal qual foi construída em 1732, com algumas pequenas reformas para manutenção. Em 1942, foi declarada Monumento Histórico Nacional Argentino.

Outro ponto turístico bastante visitado é o Cemitério da Recoleta.

Recoleta Buenos Aires

O famoso Cemitério da Recoleta | Foto: Marcinho

Olhando rapidamente pode parecer um tanto estranho realizar uma visita a um cemitério, porém ele é bem famoso por aqui. Foi fundado em 1822, para sepultar as famílias ricas da cidade de Buenos Aires e de toda a Argentina. Com obras em bronze, mármore e vitrais, é um verdadeiro museu a céu aberto. Porém esse museu é mantido pelos proprietários sendo o metro quadrado mais caro de toda a cidade. É possível fazer uma visita com guia ou passear pelo cemitério de forma independente. É recomendado pegar as indicações das ruas para não se perder lá dentro, no caso de ir sozinho. Lá estão os restos mortais de grandes nomes argentinos, como Eva Perón, a Evita.

Mas não só de turismo vive a Recoleta. Ainda na feirinha e arredores, é possível observar algo bem diferente da cultura brasileira.

Recoleta Buenos Aires

La gente nos gramados de Buenos Aires | Foto: Marcinho

A foto acima retrata uma realidade vivida quase que diariamente na Capital Federal Argentina. É muito comum encontrar os argentinos deitados na grama de um parque, praça ou qualquer outro lugar onde exista grama. É um costume e não há nada de mal nisso. Inclusive, todo dia 21 de setembro, os bonaerenses vão aos parques para aproveitar o Sol, deitar na grama, se divertir, tomar mate (o chimarrão argentino) e comer pan relleno (um pão recheado, geralmente com carne, ou frango, ou queijo e cebola).

Mas não pense que eles vão aos parques somente para tomar chimarrão, sentir o ar da primavera e descansar. Também é possível encontrar muitos artistas independentes espalhados pelas praças. Palhaços, mágicos, humoristas, pintores e músicos podem ser vistos passando seus gorros para juntar algum dinheiro ou atraindo as pessoas para perto de si.

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Foto: Marcinho

Na foto acima é possível ver quatro músicos e alguém “muito feliz” curtindo a música. Clique aqui e veja um pequeno vídeo da banda.

Alguns artistas callejeros (artistas de ruas) são constantes, enquanto outros variam seu lugar de trabalho em diferentes pontos turísticos da cidade. Dentre os músicos da Feirinha da Recoleta é possível encontrar quem toque Jazz, Bossa Nova, Blues, Dixieland, Rock, entre outros.

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Foto: Marcinho

A Feirinha da Recoleta acontece nos fins de semana e feriados, das 11h às 20h. E, segundo consta, para ter sua barraquinha e vender o seu artesanato, é preciso passar por um exame do governo. Isso garante a excelente qualidade dos produtos. A feira, que começou em 1970 com alguns “hippies”, hoje conta com uma centena de artesãos. O que você pode encontrar nas barraquinhas? Instrumentos musicais, presentes para levar de recordação, algumas antiguidades (poucas, já que essa especialidade é da feirinha de San Telmo), comidas típicas argentinas e de diferentes lugares do país, roupas, dentre uma série de outras coisas – é claro, tudo feito manualmente.

Apesar de rápido, deu para sentir um pouco a “buena onda” da Feirinha da Recoleta, não?

Até lá, seja onde esse lá for!

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Sobre o autor

Marcinho

“Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”. Me joguei no mundo e faço o melhor que posso para estar tranquilo e ser feliz. “La ciudad de la fúria” será um guia alternativo para que você conheça Buenos Aires e não somente os pontos turísiticos. E aí, está esperando o quê para embarcar nessa viagem?