Viajando aos 50+

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Sempre viajei com dias contados, aproveitando férias anuais, conciliando com férias dos filhos e, certamente, deixando vários problemas para trás, ainda tentando ser resolvidos nas salas de embarque. Neste momento, com tantas responsabilidades, eu também tinha aquela sensação de muitos, bem conhecida pela frase: “o melhor de viajar é voltar para casa”.

Hoje, aos 50+, com filhos crescidos e trabalhando como freelancer, as viagens deixaram de ser uma pausa para o descanso e passaram a ser um momento para conhecer e vivenciar o mundo.

Passou a ser prática, na minha vida de viajante, sair com um ponto de pouso no continente desejado, uma locadora com um carro disponível, um plano geral de viagem e um mapa na mão (sim, adoro mapas em papel e não viajo sem ter um comigo). Adquirir rapidamente um chip local, com acesso a internet, também é importante, pois assim todos os aplicativos do telefone móvel úteis em uma viagem ficam disponíveis – GPS (uso o Waze), meteorologia, reserva de hotéis, dicas de cada local etc.

E a hospedagem, como fica? Sempre reservo o primeiro hotel, normalmente na cidade de retirada do carro, afinal descansar de uma longa viagem internacional é muito importante. Os dias seguintes seguem o plano geral de viagem e o que a estrada nos oferece e, aí, as reservas são realizadas no momento adequado. Não raro encontramos uma cidade pequena e charmosa, não planejada previamente, que nos convida a passear uma tarde, um jantar agradável e uma pousada ou hotel acolhedores para a dormida. E, assim, seguimos nosso plano inicial com os devidos ajustes provocados pelo dia-a-dia da viagem.

Nas últimas viagens, tenho conversado e planejado com a Plot, especializada em criar roteiros personalizados, que considera o meu perfil e sempre cria um roteiro muito bom e ao mesmo tempo muito flexível, preservando a “minha vida de viajante independente”.

Me descubro dando a cada local visitado o tempo que ele merece, e este tempo certamente depende do meu humor no momento, da empatia com o local e as pessoas, da vontade de relaxar um pouco mais e, partindo para um item prático, das chuvas. Quem me conhece sabe que encaro frio, dias nublados, dias quentes, sol, vento… mas chuva não dá! Sou capaz, e fiz isto recentemente, de alterar toda uma viagem já em andamento por causa de uma virada nas condições meteorológicas na região que seria visitada. Tínhamos um lindo roteiro montado pela Plot pelo norte de Portugal, Galicia e Santiago de Compostela e já estávamos no meio do roteiro quando, de repente, o tempo virou e as próximas 3 semanas seriam de chuvas constantes em toda a região. Em uma rápida consulta à Plot, o novo roteiro passou a ser Salamanca, e o que tivesse de interessante naquela região. Mas este assunto fica para uma próxima coluna…

Gosto de conhecer e visitar quase todos os tipos de locais: praia (adoro e neste caso tenho que ter tempo para tomar muito banho de mar), metrópoles, cidades pequenas e campo, sejam fazendas, vinícolas, enfim… Topo tudo! Gosto tanto de hotéis sem estrelas como com 5 estrelas. A minha exigência, em termos de hospedagem, é um bom banho quente e uma cama confortável e, acima de tudo, limpa.

Ultimamente, nas minhas viagens pela Europa, tenho sido muito adepta das “guest house”, que são pousadas bem pequenas, normalmente cuidadas pelos próprios donos, onde encontramos um ambiente pequeno, familiar e acolhedor, onde o capricho, percebido nos detalhes, faz a diferença. Classifico como pousadas muito adequadas aos viajantes 50+, como eu.

Se pararmos para pensar, um dia de turismo normalmente é muito mais puxado que um dia na nossa vida normal. Não é comum na nossa rotina diária caminharmos tanto, conhecermos tanta coisa nova e diferente em um mesmo dia e termos tão pouco tempo para uma pausa, como fazemos em uma viagem. Isto cansa, e muito! É esta rotina de turismo que tenho tentado mudar e que tento passar para vocês leitores neste momento.

Ter que conhecer todos os lugares turísticos do local e caminhar por toda a cidade deixou de ser meu dia-a-dia de turista. Muito pelo contrário, muitas vezes fujo destes locais. Tenho programado minhas viagens com roteiros independentes e, desta forma, alguns lugares turísticos e badalados não são a “minha cara” e certamente ficam de fora. Fazer as refeições dando tempo para um bom cálice de vinho e, quem sabe, uma “siesta”, como fazem os espanhóis, tornam as viagens muito agradáveis, quebrando um pouco o cansaço de tantas caminhadas e visitas, tornando muito mais prazerosas e de qualidade as atividades que decidimos fazer como turistas. Muitas vezes trocamos a visita a um museu, que nada tem a ver com a gente (mas que todos visitam) por sentar uma tarde na beira de um rio em uma cidade européia e fazer um pequeno picnic, observando o pôr-do-sol, as pessoas em volta e jogando conversa fora. Isto pode te dar um prazer enorme!

É desse jeito, e com este espírito livre e curioso, que continuo a viajar e que pretendo contar nestas breves colunas…

Nos encontramos na próxima!

//Quer escrever para a Plot?
Escreva pra gente no contato@mundoplot.com.br contanto a sua história ou dica, que entramos em contato para combinar os próximos passos! :)

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Sobre o autor

Angela Lima

Brasileira, casada, filhos criados, profissionalmente realizada, e com um sonho a realizar: viver um momento novo na vida, viajando e vivenciando o mundo, com longas temporadas, quase moradora de cada local visitado.