Mas e se…?

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A coluna “Eu vou sozinha” está aqui para quebrar o tabu e inspirar as mulheres a saírem por esse mundo sozinhas – seja para desbravar, para se conhecer, para sair da zona de conforto ou só porque não conseguiu uma companhia para as férias. Vamos entrar na corrente por um mundo mais aberto e respeitador em que todas nós possamos transitar sem esquentar a cabeça! Essa semana, conheça a experiência da Amanda, que depois de adiar muito, finalmente foi sozinha pra NY – e viu que não era nenhum bicho de sete cabeças!

Meus planos de viajar sozinha nunca foram planos, e sim dúvidas. Eu vivia pensando: “Ano que vem eu vou! Mas pra onde? NY? Sim! Ah, mas na Europa seria mais fácil porque tenho cidadania italiana, dá pra trabalhar legal. Mas não pra Itália… Pra lá quero ir com meu namorado. Londres? Sim! Ah, mas a libra é muito cara. E fazer o que? Estudar, trabalhar, só passear? Por quanto tempo? Só de férias mesmo, 6 meses, 1 ano… Mas e o namoro, 1 ano longe é phoda, 6 meses é complicado… E o trabalho? E se eu não quiser mais voltar? E se eu quiser voltar logo? Vai bater saudades… Não, 6 meses passa rapidinho. Vou me inscrever naquele curso! Quero estudar! Pós? MBA? Não… Quero ser artista plástica! Mas também queria comprar um apartamento… Pára, 26 anos ainda to xóvem!”

 E por aí foi. Uns três anos de crise quase existencial e nada decidido, nada feito, e uma vontade adormecida ali no peito (yes, I’m a drama queen). Já estava quase me conformando que isso não era pra mim, que eu não precisava ir agora, que… etc. etc. etc. Afinal eu já tinha feito intercâmbio na Alemanha, 3 meses em casa de família, e já tinha trabalhado na Disney, 3 meses dividindo um apto com uma coreana. Era suficiente.

Ni qui, conversando com uma amiga que mora há uns quatro anos em New York, rolou uma ideia, ela meio que me convidou, eu meio que me convidei, aquela coisa, e aí pensei: IT’S TIME! (Bruce Buffer falando na minha cabeça). Seria o máximo ir pra NY encontrar minha amiga! Bele, então fui pesquisar passagem e PÁ! Passagem em promoção. Ou seja, sinais. Mas eu ia ficar na casa dela e do namorado, então tinha que ser coisa rápida. 2 semanas em NYC! Maravilindo!

Aí você pensa: “Ta de brincadeira, né? Tudo isso pra dizer que você passou só duas semanas em NY e nem tava sozinha sozinha?” Sim. E sabe por quê? Porque essas duas semanas nem tão sozinha em NY foram esperaculares para a minha cabeça, alma e coração (afe, cafona).

A real é que eu não to aqui pra falar da viagem em si, de como é bom montar um roteiro só com coisas que vc gosta e não ter que ir a lugares pelos quais vc não tem o menor interesse (ai, egoísta), como é ruim não ter alguém querido do lado o tempo inteiro pra dividir as descobertas ao longo da viagem (ai, carente), de como é bom passar perrengue e aprender a se virar, bom também contemplar lugares na sua, conhecer pessoas novas, ruim economizar centavos (ai, esse dólar), não comprar um chip de internet ilimitada e parar na frente da Starbucks pra mandar um whats. Também não to aqui pra falar de como é libertador, auto-conhecimento, blábláblá a porra toda. Muito menos pra falar de como NY é fantástica, caótica, inspiradora e maluca.

Eu só queria compartilhar meu humilde desafio de tomar uma decisão. De ir. Porque eu sei que pra uns o processo decisório nem demanda tanto cálculo assim, mas que pra outros, conhecidos como capricornianos com ascendente em peixes e lua em touro, é phoda. O “mas e se…?” toma conta. E isso é ruim. Aliás, se tem algum real conselho aqui no meio desse desabafo louco, é este: não deixe o “mas e se…?” vencer. Jamé. E não to falando de se jogar como se não houvesse amanhã não, hein? Mas sim de abraçar oportunidades, que talvez não existam amanhã (chorei)

P.S.: Sotheby’s London que me aguarde ;)

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Sobre o autor

Amanda

Amanda é paulista, acelerada e tem humor nas alturas. É daquelas pessoas que chegam e iluminam tudo ao redor, e é capaz de animar a mais monótona das festas! Ama viajar, principalmente para conhecer novas pessoas e culturas, mas sua paixão mesmo é a vida!